segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Horário de verão


No Brasil, historicamente, o horário é adotado de meados de outubro a meados de fevereiro.
A aplicação do horário se restringiu ao Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país porque nessas regiões – mais distantes da linha do Equador – é possível um aproveitamento mais eficiente da luz solar nessa época do ano.

Benefícios
A implantação do horário de verão tem como principal objetivo a redução da demanda máxima no horário de ponta de carga do sistema elétrico brasileiro. 

O aumento sazonal de consumo nessa época é resultado, sobretudo, da elevação da temperatura com a chegada do verão.
A medida traz como consequências mais segurança e confiabilidade operativa ao sistema nas horas mais críticas, minimizando a necessidade de novos investimentos sazonais em áreas localizadas.

Além dos ganhos na segurança operacional, obtêm-se benefícios econômicos expressivos com a redução da geração térmica com reflexos diretos nas tarifas

Esse custo poderia se refletir nos custos de serviços do sistema e, consequentemente, na tarifa do consumidor, caso não houvesse a implantação do horário de verão. Evita ainda a sobrecarga nas linhas de transmissão, subestações, sistemas de distribuição e unidades geradoras de energia.

Estados Unidos, Rússia e vários países da União Européia adotam a mudança de horário ao período de março a outubro, tendo em vista sua localização geográfica no Hemisfério Norte. Já os países do Hemisfério Sul, como Austrália, Nova Zelândia, Chile e Paraguai, entre outros, adotam a medida entre os meses de outubro e março.

Fonte: Caderno do Professor: Ciências, Ensino Fundamental – 8º Ano, Volume 3. São Paulo: SEE, 2009.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 7º Ano. São Paulo: Moderna, 2012.
Fonte: TRIVELLATO & MOTOKANE & LISBOA & KANTOR. Ciências, natureza & cotidiano, 6º ano. São Paulo: FTD, 2012.


domingo, 8 de setembro de 2013

Solstícios e Equinócios


Todos os anos, por volta de 22 de dezembro, a luz vinda do Sol incide verticalmente sobre o Trópico de Capricórnio.

Nessa época, no Hemisfério Sul a parte iluminada pelo Sol é a maior do ano e a parte não-iluminada é a menor. Por isso, nesse hemisfério, o período diurno é o maior do ano e o noturno, o menor. No Hemisfério Norte ocorre exatamente o contrário: o período noturno é o maior do ano e o diurno, o menor. Esse acontecimento é o solstício de dezembro.

Por volta de 22 de junho, a luz solar incide verticalmente sobre o Trópico de Câncer.
Nessa época, no Hemisfério Sul a área não-iluminada é a maior do ano e a área iluminada, a menor. Por causa disso, o período noturno é o maior do ano e o período diurno, o menor. No Hemisfério Norte ocorre exatamente o contrário: os dias são mais longos que as noites. Esse acontecimento é chamado solstício de junho.

Por volta do dia 20 de março a Terra está em uma posição tal que, tanto no Hemisfério Sul quanto no Hemisfério Norte, a superfície iluminada é igual à superfície não-iluminada. É o equinócio de março. Nele os períodos diurno e noturno têm a mesma duração.

Por volta de 22 de setembro acontece a mesma coisa. É o equinócio de setembro. Nele os períodos diurno e noturno também têm a mesma duração.

As estações do ano

As estações do ano – primavera, verão, outono e inverno – são os períodos de três meses entre solstícios e equinócios.

Quando é inverno no Hemisfério Sul, é verão no Norte. E vice-versa: quando é verão no Hemisfério Norte, é inverno no Sul. O mesmo vale para primavera e outono. As estações nos dois hemisférios se relacionam de modo regular.

A distinção de clima nas quatro estações não existe com clareza em todo o nosso país.
Quanto mais próximo à linha do Equador, menores são as diferenças climáticas entre verão e inverno.

Por outro lado, quanto mais nos aproximamos do sul do país, distanciando-nos portanto da linha do Equador, mais nítida passa a ser a diferença climática entre as estações, principalmente as diferenças de temperatura entre um verão quente e um inverno frio.

Em várias regiões do país existe uma clara distinção, ao longo do ano, entre uma época bem chuvosa e uma outra época, mais seca.

Fonte: Caderno do Professor: Ciências, Ensino Fundamental – 8º Ano, Volume 3. São Paulo: SEE, 2009.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 7º Ano. São Paulo: Moderna, 2012.
Fonte: TRIVELLATO & MOTOKANE & LISBOA & KANTOR. Ciências, natureza & cotidiano, 6º ano. São Paulo: FTD, 2012.

sábado, 7 de setembro de 2013

Astronomia


Astronomia: É a ciência que se ocupa com o estudo dos fenômenos relacionados ao Sol, à Lua, aos planetas, às estrelas. Enfim, a Astronomia se dedica ao estudo dos astros, os corpos celestes. 

Ela é uma das Ciências mais antigas. Povos primitivos já eram capazes de observar, dia após dia, as estrelas no céu. 

Eles notavam muitos acontecimentos regulares. Não sabiam explicá-los. Mas os observavam.

Talvez a mais simples das regularidades vistas no céu seja o movimento do Sol. 

Todos os dias lá está ele, nascendo a leste e se pondo a oeste.


A rotação da Terra: dia e noite

Apesar de parecer que o Sol se movimenta em torno da Terra, os astrônomos conseguiram reunir provas de que, na verdade, é a Terra que se movimenta.

Ela gira em torno de seu próprio eixo, um eixo de rotação imaginário, que atravessa a Terra do Pólo Norte ao Pólo Sul. 

Tal movimento é chamado de rotação. Para completar uma volta ao redor de seu eixo de rotação imaginária, a Terra gasta 24 horas.
Sempre um dos lados da Terra está iluminado e o outro, escuro. No lado iluminado é dia e, no outro, é noite. Nós, que estamos na Terra, temos a impressão de que o Sol se movimenta. Na verdade é a Terra que gira.

Linhas imaginárias no globo terrestre

Para facilitar seus estudos, os cientistas imaginam linhas sobre o globo terrestre.
Entre essas linhas imaginárias, as mais importantes recebem nomes. 

Algumas delas são o Equador, o Trópico de Capricórnio e o Trópico de Câncer, que aparecem no esquema ao lado.

O Equador divide a Terra imaginariamente em duas metades: uma delas é o Hemisfério Norte e a outra, o Hemisfério Sul, no qual fica a maior parte do território brasileiro.

A translação: um ano terrestre

Além do movimento de rotação ao redor de seu próprio eixo de rotação imaginário, a Terra também se movimenta em torno do Sol. 

Esse movimento é denominado translação. Uma volta ao redor do Sol é completada em um ano.

Por meio de suas observações, os astrônomos concluíram que o eixo de rotação imaginário da Terra é um pouco inclinado em relação ao plano de sua órbita. É por causa dessa inclinação e dos movimentos de rotação e de translação que a luz vinda do Sol incide verticalmente ao longo do ano sobre diferentes regiões do nosso planeta situadas entre o Trópico de Capricórnio e o Trópico de Câncer.

Ao longo do ano, à medida que a Terra se move em torno do Sol, tanto no Hemisfério Sul quanto no Hemisfério Norte, a parte iluminada e a parte escura mudam de tamanho. É justamente isso que permite explicar por que dia e noite têm durações variáveis no decorrer do ano.

Um ano terrestre corresponde a uma volta completa da Terra ao redor do Sol. Em diferentes épocas do ano, a Terra é iluminada de modo diferente pela luz solar.

Fonte: Caderno do Professor: Ciências, Ensino Fundamental – 8º Ano, Volume 3. São Paulo: SEE, 2009.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 7º Ano. São Paulo: Moderna, 2012.
Fonte: TRIVELLATO & MOTOKANE & LISBOA & KANTOR. Ciências, natureza & cotidiano, 6º ano. São Paulo: FTD, 2012.


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Tipos de DTSs (3ª Parte)


DSTs causadas por fungos:

Candidíase ou monolíase:



Provocada pelo fungo Candida albicans (monília), o mesmo que causa o sapinho na boca. 


Na mulher, uma secreção esbranquiçada, acompanhada de coceira, aparece nos órgãos genitais. No homem pode provocar vermelhidão e coceira na área genital. O tratamento é feito com cremes ou outros medicamentos indicados pelo médico.


DST causada por parasitas:

Pediculose pubiana:
É causada por um inseto, o piolho púbico (Pthirus pubis), conhecido popularmente como chato. 

Os piolhos ficam, em geral, grudados aos pelos pubianos. A transmissão pode ocorrer tanto pelo contato sexual como por roupas, toalhas ou lençóis. Por isso, além do tratamento local, é necessário ferver as roupas infestadas.

DST provocada por protozoários:

Tricomoníase:
Contágio: causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, por contato com sêmen ou durante relação sexual vaginal.
Sintomas: secreção branca ou amarelada, com odor desagradável, coceira ou queimação, entre três e 28 dias após o contágio.

Diagnóstico: exame laboratorial feito com material colhido pelo médico em consultório.
Consequências: complicações durante a gravidez e risco de contrair HIV.


Tratamento: antibióticos. O parceiro também precisa ser tratado.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 9º Ano. São Paulo: Moderna, 2009.
Fonte: GEWANDSZNAJDER, Fernando. Ciências – Nosso Corpo – 8º Ano. São Paulo: Editora Ática, 2013.
Fonte: LINHARES & GEWANDSZNAJDER. Biologia Hoje – Volume 1. São Paulo: Editora Ática, 2010.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Tipos de DTSs (2ª Parte)

DSTs causadas por vírus:
Hepatite B:
Contágio: é transmitida pelo contato com o sêmen, a saliva ou o sangue da pessoa contaminada. 

Também pode ser transmitida da mãe para o filho no momento do parto.
Sintomas: febre, dor na cabeça, cansaço, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelados), perda de apetite, náusea, vômitos, dor abdominal, urina amarelo-escura e erupções.

Consequências: há risco de o vírus provocar cirrose (destruição do fígado) ou câncer de fígado.
Precauções: vacine-se contra a hepatite B.

Observações: se desconfiar que teve contato com o vírus, deve tomar injeção de imunoglobulina de hepatite B até duas semanas após a exposição, para prevenir a infecção.

Se já foi infectado, deve controlar o fígado e tratar as complicações provenientes da doença.

Herpes genital:
Contágio: é causado por dois tipos de vírus. Um deles ataca geralmente os lábios e a face, enquanto o outro se concentra mais na área genital (herpes genital). 

O contágio pode ocorrer pela pele durante o contato entre os genitais ou durante o sexo vaginal, anal ou oral. Sintomas: o local fica inicialmente vermelho e coça. 

Depois surgem pequenas bolhas que estouram e formam feridas. 

Os sintomas desaparecem geralmente em até quatro semanas, mas o vírus continua presente no organismo e, em algumas pessoas, provocam recaídas.

Diagnóstico: exame laboratorial feito com material colhido pelo médico em consultório.
Consequências: risco de contrair HIV, passar para o bebê na gravidez causando graves complicações.
Tratamento: há medicamentos que diminuem os sintomas, a duração e os riscos de transmissão da doença, embora não eliminem o vírus.


Aids:
Contágio: transmitida por meio de transfusão de sangue, usuários de drogas injetáveis, sêmen, secreções vaginais e fluido contaminado que precede a ejaculação ao penetrarem na pele por qualquer abertura.

O HIV (vírus da imunodeficiência humana) provoca a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), que ataca o sistema imunológico e pode ser fatal.

Sintomas: febre, fadiga e outros sintomas parecidos com os de um resfriado. Mas às vezes, os sintomas não aparecem por vários anos.

Diagnóstico: exame de sangue feito em laboratório.
Tratamento: Não há cura, mas há medicamentos antivirais que podem adiar os estragos ao sistema imunológico e prolongar a vida.

Condiloma acuminado:
Causada pelo papilomavírus humano (HPV), que forma verrugas nos órgãos genitais, no colo do útero ou ao redor do ânus. Essas verrugas são popularmente conhecidas como crista de galo.
Contágio: por relação sexual vaginal ou anal e pelo contato da mucosa com os genitais contaminados.

Sintomas: verrugas (caroços pequenos e doloridos) na vagina e/ou no ânus, entre duas semanas e alguns meses após a exposição. Podem ocorrer coceiras, lesões e corrimentos repetidos que não melhoram.

Diagnóstico: o exame papanicolau (detecta alterações nas células, com o auxílio do colposcópio e o uso de soluções específicas).
Consequências: aumento do risco de câncer de colo do útero ou vulvar, verrugas genitais, e de passar para o bebê na gravidez.

Tratamento: consiste em eliminar as verrugas por meio de congelamento, bisturi elétrico, laser, cirurgia ou produtos químicos. As mulheres precisam fazer exames periódicos para a prevenção do câncer de colo do útero. Não pode ser usado numa mulher grávida ou através de cirurgia. O parceiro também precisa ser tratado. Quem ainda não tem o vírus pode tomar a vacina.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 9º Ano. São Paulo: Moderna, 2009.
Fonte: GEWANDSZNAJDER, Fernando. Ciências – Nosso Corpo – 8º Ano. São Paulo: Editora Ática, 2013.
Fonte: LINHARES & GEWANDSZNAJDER. Biologia Hoje – Volume 1. São Paulo: Editora Ática, 2010.