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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Métodos Contraceptivos Cirúrgicos


É uma cirurgia que se realiza no homem ou na mulher com a finalidade de evitar definitivamente uma gravidez, como a laqueadura nas mulheres e a vasectomia nos homens.

A esterilização é muito difícil de ser desfeita, por isso não é indicada para jovens e recomenda-se que as pessoas reflitam muito bem antes de se decidir por ela.

Laqueadura:
Realizada gratuitamente nos hospitais públicos. Na laqueadura tubária, as tubas uterinas são grampeadas com um clipe de metal para impedir que o óvulo vá para o útero e entre em contato com o espermatozoide. 

Pode ser feita com incisão no abdômen, na vagina ou com a técnica de laparoscopia (introdução de um tubo ótico perto do canal do umbigo). Elimina o risco de gravidez indesejada. Poucos efeitos colaterais. 

Difícil de reverter. Provoca cólicas e aumento do fluxo menstrual. Há risco de complicações no pós-operatório. Não protege contra DSTs. Indicada para mulheres que tenham filhos.

Vasectomia:
É uma cirurgia simples e, se corretamente realizada, não oferece riscos ao homem, que vai para casa logo depois. Na vasectomia, os ductos deferentes são cortados.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 9º Ano. São Paulo: Moderna, 2009.
Fonte: GEWANDSZNAJDER, Fernando. Ciências – Nosso Corpo – 8º Ano. São Paulo: Editora Ática, 2013.
Fonte: LINHARES & GEWANDSZNAJDER. Biologia Hoje – Volume 1. São Paulo: Editora Ática, 2010.


domingo, 1 de setembro de 2013

Métodos Contraceptivos Hormonais


São comprimidos, injeções ou implantes feitos com hormônios que alteram o ciclo menstrual.

Pílula combinada:
Distribuída gratuitamente nos postos de saúde e hospitais públicos. 

Libera dois hormônios sintéticos (estrógeno e progesterona) que inibem a ovulação e alteram o muco cervical, bloqueando a ação dos espermatozoides. Precisa ser tomada diariamente.

Regulariza o ciclo e diminui o fluxo menstrual. Melhora as cólicas. 

Não protege contra DSTs. Pode provocar aumento de peso, náuseas, cefaléia ou problemas de pele. É contra-indicada para mulheres cardíacas, hipertensas ou fumantes. É eficaz e de baixo risco.

Minipílula:
Distribuída gratuitamente nos postos de saúde e hospitais públicos. Libera só o hormônio sintético progesterona, que torna o muco cervical mais espesso, dificultando a entrada dos espermatozoides e impedindo a fecundação do óvulo. 

Deve ser tomada diariamente. É rápida e eficiente. Poucos efeitos colaterais. Indicada para mulheres em fase de amamentação ou com baixa tolerância ao estrógeno. Pode provocar enxaqueca, sensibilidade nos seios e depressão. Não protege contra DSTs. Usada por mulheres disciplinadas.

Pílula vaginal:
Combina estrógeno e progesterona. Usada por mulheres que sofrem com efeitos colaterais de contraceptivos orais. Por ser introduzida na vagina, não é metabolizada pelo fígado. Evita problemas gástricos, não interfere nas taxas de colesterol nem na coagulação do sangue.

Injeção de estrógeno e progesterona:
Distribuída gratuitamente nos postos de saúde e hospitais públicos. Uma combinação dos hormônios estrógeno e progesterona, alteram o muco cervical, para dificultar a passagem dos espermatozoides, e inibem a ovulação. Podem ser mensais ou trimestrais.

Se for aplicada no início do ciclo menstrual, sua ação é imediata. Em alguns casos, regulariza o ciclo, com alívio de cólicas. A fertilidade retorna cerca de dois meses após a interrupção do método. Não protege contra DSTs. Pode provocar náusea e aumento de peso. Para reaplicação, é preciso ir ao médico uma vez por mês (ou a cada três meses). Indicadas para mulheres não fumantes e não cardíacas.

Depo-provera:
Injeção do hormônio progesterona, que inibe a ovulação. Pode ser mensal ou trimestral.
É bastante eficaz. Se for aplicada no início do ciclo, seu efeito é imediato. Na maioria das mulheres, a menstruação só cessa totalmente após três ou quatro injeções trimestrais. 

Protege contra o câncer de endométrio e de ovário. Diminui os sintomas da TPM. Não protege contra DSTs. Podem acarretar irregularidades menstrual, ganho de peso, retenção de líquido, variação de colesterol e até mesmo depressão. A injeção com progesterona pode ser usada por mulheres que não conseguem se adaptar aos contraceptivos à base de estrógeno. 

Depois de interromper o uso, pode-se levar alguns meses para ter a fertilidade e a menstruação regularizadas. Por ser injetável, fica mais difícil controlar os efeitos colaterais. Indicadas para mulheres não fumantes e não cardíacas.

Implante subcutâneo:
Um microbastão implantado embaixo da pele, na região das nádegas, libera estrógeno e progesterona por seis ou doze meses, impedindo a ovulação. A maioria das mulheres param de menstruar. 

Protege contra o câncer ginecológico e a endometriose. Melhora os sintomas da TPM e a libido. A fertilidade volta de dois a três meses após a interrupção.
Não protege contra DSTs. Pode ser desconfortável e às vezes o ciclo torna-se irregular.
Há aumento da oleosidade da pele.

Implante (Norplant):
Seis cápsulas de silicone em formato de leque, são implantadas na parte inferior no braço. Durante cinco anos, elas liberam progesterona na corrente sanguínea e alteram o muco cervical impedindo a ação dos espermatozoides. 

Muito eficiente. Pode haver possíveis distúrbios menstruais. Aumento do fluxo menstrual e de peso. Dores de cabeça e perda da libido. Precisa ser colocado em clínicas especializadas. Não protege contra DSTs. Evita gravidez por cinco anos.

Pílula do dia seguinte:
Não é um método anticoncepcional. Mas se ingerida até 72 horas após uma relação sexual sem proteção, impede a implantação do ovo. Quanto mais cedo for usada, maior sua eficácia. Pode causar náusea, vômito, tontura e dor abdominal. Não protege contra DSTs.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 9º Ano. São Paulo: Moderna, 2009.
Fonte: GEWANDSZNAJDER, Fernando. Ciências – Nosso Corpo – 8º Ano. São Paulo: Editora Ática, 2013.
Fonte: LINHARES & GEWANDSZNAJDER. Biologia Hoje – Volume 1. São Paulo: Editora Ática, 2010.


sábado, 31 de agosto de 2013

Métodos Contraceptivos de Barreira


São produtos ou instrumentos que impedem a fertilização por evitar que os espermatozoides cheguem à tuba uterina.


Camisinha:
Distribuída gratuitamente nos postos de saúde e hospitais públicos. Cobre o pênis e guarda o sêmen, evitando que ele entre em contato com a vagina. Deve ser colocada antes da penetração e retirada logo após a ejaculação. Pode ser usada com espermicida.

Protege contra as DSTs, inclusive a Aids. Pode romper se não for bem colocada.
Contraceptivo barato e portátil. Ideal para relacionamentos esporádicos ou casais que estão começando a vida sexual.

Camisinha feminina (Femidon):
É uma espécie de saco plástico lubrificado para ser inserido dentro da vagina. Não precisa de receita médica. Protege contra DSTs. Não é confortável. 

A colocação é demorada e muito difícil, tornando o produto ineficiente. A mulher precisa checar a posição do anel exterior durante o sexo. Indicado para mulheres na menopausa e com pouca lubrificação vaginal.

Diafragma:
Distribuída gratuitamente nos postos de saúde e hospitais públicos. Espécie de capa de borracha que é colocada no fundo da vagina uma ou duas horas antes do sexo. Deve ser usado com espermicida e retirado doze horas após a relação. 

Deve ter a medida correta do colo do útero indicado pelo ginecologista. Não interfere no processo hormonal. Evita possíveis lesões no colo do útero e diminui a incidência de doenças no local. É reutilizável e bastante durável. Pode ser usado por mulheres fumantes ou cardíacas.

Aumenta o risco de infecções urinárias. Quando a mulher engorda mais de 10 quilos ou após a gravidez, precisa ser trocado. 

É necessário orientação médica.

Dispositivo Intra-Uterino (DIU):
Distribuída gratuitamente nos postos de saúde e hospitais públicos. 

Objeto de plástico revestido de cobre. Tem formas de T, 7, e coqueiro murcho. O cobre libera substâncias que funcionam como espermicidas, alteram o muco cervical e impedem a fecundação do óvulo. Pode ficar no útero de três a dez anos. É bastante eficaz e tem longa duração.

Pode ser usado por mulheres que nunca tiveram filhos, sem complicações futuras. O processo de adaptação no útero virgem é mais demorado, porque o órgão é menor. Aumenta o fluxo menstrual e o risco de contrair DSTs. Pode provocar cólicas agudas e indisposições. Se não for bem colocado pelo médico, pode ser expelido acidentalmente. Pede supervisão a cada seis meses. Indicado para mulheres com comportamento sexual estável.

Espermicida:

Deve ser usado com camisinha ou diafragma. Na forma de gel ou pomada, ele mata os espermatozoides impedindo a fecundação do óvulo. Não precisa de receita médica.

Lubrifica a vagina, porém, pode causar ardor ou coceira. Provoca alterações na flora vaginal, podendo aumentar o risco de infecções urinárias. Com camisinha, pode ser usado a partir dos 20 anos e com diafragma, o ideal é entre 30 e 40 anos.

Cervical Cap:
É parecido com o diafragma. Cobre o colo do útero e impede a ação dos espermatozoides. Pode ser retirado até 48 horas após a relação. Protege contra inflamações pélvicas e DSTs. Pode permanecer mais tempo no organismo. Difícil de ser colocado. 

Quando usado com espermicida, pode causar coceira e irritação. Pede receita médica. Indicada para quem tem vida sexual organizada.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 9º Ano. São Paulo: Moderna, 2009.
Fonte: GEWANDSZNAJDER, Fernando. Ciências – Nosso Corpo – 8º Ano. São Paulo: Editora Ática, 2013.
Fonte: LINHARES & GEWANDSZNAJDER. Biologia Hoje – Volume 1. São Paulo: Editora Ática, 2010.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Métodos Contraceptivos Comportamentais


Contracepção é a prevenção deliberada da gravidez. 

A maneira mais óbvia e mais segura de prevenir a gravidez é a abstinência de relações sexuais, pelo menos durante o período fértil da mulher, isto é, em que existe a possibilidade de haver ovulação.

Os métodos comportamentais exigem práticas que dependem da observação do próprio corpo, como tabelinha, temperatura e muco.

Coito (ato sexual) interrompido:
É quando o homem retira o pênis da vagina pouco antes de ejacular. Esse método não é seguro, pois algumas gotas de sêmen podem ser liberadas antes da ejaculação. 

Além disso, se o homem esperar “um segundinho” a mais, a ejaculação pode iniciar-se na vagina.

Tabelinha:
Nesse método, a mulher calcula a data provável da ovulação e o casal não tem relações sexuais nessa data, nem, aproximadamente, 7 dias antes e 7 dias depois da ovulação. O método não funciona bem com mulheres cujo ciclo menstrual é irregular. 

Mesmo nas que possuem o ciclo regular, pode eventualmente ocorrer ovulação fora da data prevista. Não protege contra DSTs. Em geral, a libido aumenta no período fértil, justamente quando é preciso evitar o sexo. Raramente, algumas mulheres engravidam em qualquer dia do ciclo.

Persona Monitor:
Esse aparelho substitui a velha tabelinha. É só assinalar o 1º dia da menstruação e ele faz o resto. Acende uma luz verde quando não há risco, vermelha quando sua fertilidade está acentuada e amarela quando há uma dúvida no ar.

Previsões são válidas para 24 horas. É um método natural fácil de usar e pode ser acionado a qualquer momento. Não protege contra DSTs. Nos dias em que as luzes amarela e vermelha acendem, você precisa usar um método anticonceptivo de barreira (camisinha, diafragma...). Indicado para mulheres com ciclo menstrual regulado.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 9º Ano. São Paulo: Moderna, 2009.
Fonte: GEWANDSZNAJDER, Fernando. Ciências – Nosso Corpo – 8º Ano. São Paulo: Editora Ática, 2013.
Fonte: LINHARES & GEWANDSZNAJDER. Biologia Hoje – Volume 1. São Paulo: Editora Ática, 2010.