sexta-feira, 21 de junho de 2013

Imunização ativa e passiva


Vacinas: os antígenos presentes na vacina desencadeiam, no organismo vacinado, uma resposta imune primária, em que há produção de células de memória. 

Caso o organismo seja novamente invadido pelo microorganismo contra o qual foi imunizado, a resposta à infecção (resposta secundária) será rápida e os invasores serão destruídos antes mesmo de aparecerem os sintomas da doença.

Atualmente as vacinas são preparadas em laboratórios bem aparelhados e contêm microorganismos vivos, porém atenuados (isto é, tratados para se tornar incapazes de causar a doença), ou substâncias isoladas de microorganismos. Centenas de vacinas contra diversos tipos de doença são atualmente produzidas em escala industrial.

As vacinas são extremamente seguras, mas podem apresentar reações adversas que costumam ser leves e transitórias. As mais comuns são dor, inchaço e vermelhidão, além de febre, mal-estar e indisposição.

Soros imunes: certas substâncias tóxicas, tais como toxinas bacterianas ou venenos de cobras e aranhas, têm efeitos fulminantes no organismo, podendo matá-lo antes que ele consiga produzir anticorpos. No organismo atingido por picada de cobra, por exemplo, é preciso inativar o veneno antes que haja tempo de ele atuar. 

O combate ao veneno é feito por meio da injeção de soro; neste caso, uma solução de anticorpos contra veneno de cobras extraídos do sangue de um animal previamente imunizado contra o veneno.

O soro é fabricado da seguinte forma: injeta-se o micróbio da doença ou o veneno geralmente em cavalos; após algum tempo, tira-se o sangue do cavalo e daí se extrai o soro. 

Este soro contém anticorpos ou antitoxinas já fabricados pelo sangue do cavalo, que são submetidos a um processo de purificação antes de ser utilizados. Quando ele é injetado no homem, anula imediatamente a ação dos venenos fabricados pelos micróbios.

A aplicação do soro é eficaz em casos de emergência, mas não confere imunidade permanente, pois a memória imunitária não é estimulada e os anticorpos injetados desaparecem da circulação em poucos dias. 

Além disso, o organismo imunizado com soro reconhece os próprios anticorpos imunizantes como substâncias estranhas e passa a produzir anticorpos específicos contra eles. Por isso deve-se evitar tomar o mesmo soro duas vezes, pois uma segunda injeção pode desencadear a reação imune contra o próprio soro, com prejuízos à saúde.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 1ª edição, 1999.
Fonte: NAPOLEÃO & ODAIR. Seres vivos: funções e relações. São Paulo: Editora IBEP.

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