terça-feira, 19 de março de 2013

Sistema digestório


O sistema digestório humano atua na ingestão e fragmentação dos alimentos e na expulsão dos resíduos não-aproveitáveis. Desses três processos, a frgmentação ou digestão é de fundamental importância. Ela envolve fenômenos químicos e físicos, que envolvem a transformação dos nutrientes em porções menores e a sua condução ao longo do tubo digestório.

Digestão é um conjunto de processos físicos (mecânicos) e químicos (enzimáticos) relacionados à fragmentação das partículas alimentares com a quebra das macromoléculas em pequenas moléculas capazes de serem absorvidas pela mucosa intestinal.

Boca: Ocorrem a trituração dos alimentos pela atividade dos dentes (processo físico) e a ação da saliva (processo químico).

Saliva: Cerca de 1,5 L de saliva é produzido a cada dia pelos três pares de glândulas salivares (parótidas, submaxilares e sublinguais) que irão umedecer e lubrificar o bolo alimentar.

Faringe e esôfago (25 cm): A língua empurra o alimento para a faringe e movimentos musculares, denominados movimentos peristálticos, impulsionam-no para o esôfago e depois para o estômago.

Estômago (15 cm): É um órgão com várias glândulas que secretam suco gástrico. Dentre deles ocorre a digestão inicial das proteínas. Normalmente ele esvazia entre 1 e 4h, dependendo da quantidade e dos tipos de alimentos ingeridos.

A digestão química que ocorre no estômago denomina-se quimificação. Esta faz o bolo alimentar transformar-se em outra massa pastosa, chamada quimo. O peristaltismo do estômago facilita a ação do suco gástrico e empurra o quimo para o duodeno, a região anterior do intestino delgado. O ronco no estômago são os movimentos peristálticos.

Intestino delgado (4 a 5 m): Seis horas após a ingestão, o alimento, parcialmente digerido, já é uma pasta semilíquida, que atravessa as três partes do intestino delgado: duodeno, jejuno e íleo.

Dentro do duodeno, o alimento (agora chamado de quilo) recebe o suco pancreático (produzido no pâncreas) e a bile (produzido no fígado). O suco pancreático contém bicarbonato, que neutraliza a acidez do quimo. As outras enzimas atuam em diversos tipos de nutrientes. A bile tem função de quebrar os lipídios em moléculas menores (emulsão).

Depois os nutrientes seguem seu trajeto pela porção final do intestino delgado (jejuno-íleo). Após a digestão, as moléculas simples são absorvidas pela parede intestinal e lançadas na corrente sanguínea. A absorção intestinal é facilitada pelas vilosidades e microvilosidades, que aumentam a superfície de contato com os nutrientes, facilitando a absorção dos mesmos.

Intestino grosso (1,2 m): O intestino grosso é constituído pelo ceco, os cólons (ascendente, transversal e descendente) e o reto. No ceco encontra-se o apêndice. Nos cólons ocorrem a absorção de água e sais minerais que não foram absorvidos pelo intestino delgado.
As fezes (composta de água, restos de alimentos e bactérias) acumulam-se no reto (parte final do intestino grosso) onde permanecem até saírem pelo ânus. A digestão completa pode demorar entre 12 e 24 horas, desde a deglutição à eliminação das fezes.

Fonte: ADOLFO & CROZETA & LAGO. Biologia : Coleção Vitória Régia, Volume Único. São Paulo: IBEP, 2005.

Fonte: GOWDAK & MARTINS. Ciências Natureza e Vida. São Paulo: Editora FTD, 2001.

sábado, 16 de março de 2013

O caminho dos alimentos



Os alimentos também fornecem materiais que serão utilizados para compor e regular as atividades do organismo.

Os alimentos devem passar por sucessivas transformações para que possam ser absorvidos, isto é, entrar no sangue e depois nas células.

Parte deste processo de transformação é conhecida como digestão. Nos seres humanos, a digestão começa pela boca, segue pelo estômago e finaliza no intestino delgado, onde, além de transformados, os nutrientes são absorvidos pelo sangue para que sejam transportados para as células.

O sangue, além de transportar os nutrientes simples, também é responsável por levar o gás oxigênio que recolhe no pulmão e por eliminar o gás carbônico produzido pela respiração celular.

As células utilizam os nutrientes para produção de energia e de novas substâncias. Para isso, elas têm estruturas responsáveis pela transformação dos materiais.

Os resíduos produzidos pelas células são jogados no sangue. No pulmão, o gás carbônico passa para o ar enquanto o gás oxigênio entra no organismo. Os rins retiram excretos nitrogenados e produzem a urina.

As substâncias que não foram aproveitadas, continuam no tubo digestório e são eliminadas pelas fezes. A celulose, por exemplo, conhecida como fibra, não é digerida, mas auxilia o funcionamento intestinal.

Fonte: Caderno do Professor: Ciências, Ensino Fundamental – 8º Ano, Volume 1. São Paulo: SEE, 2009.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Funções de nutrição



As funções de nutrição, também conhecidas como funções de vida vegetativa, garantem ao organismo se refazer das perdas diárias e produzir a energia de que necessita para suas atividades.


São funções de nutrição:

Digestão: Tem a função de decompor e tornar aproveitáveis os alimentos ingeridos.

Circulação: As células recebem, através do sangue, oxigênio e o que foi absorvido dos alimentos, no final da digestão.

Respiração: É o processo pelo qual o organismo obtém energia graças a uma reação química entre glicose e o oxigênio.

Os produtos finais dessa reação, além de energia, são dióxido de carbono (CO2) e água (H2O).
   

Excreção: Nas células do organismo ocorre intensa atividade metabólica. Em consequência, produzem-se substâncias tóxicas, tais como dióxido de carbono, uréia e ácido úrico, que devem ser eliminadas. A excreção consiste exatamente na remoção dessas substâncias do organismo.

Fonte: GOWDAK & MARTINS. Ciências Natureza e Vida. São Paulo: Editora FTD, 2001.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Alimentação balanceada e pirâmide alimentar


Considera-se equilibrada ou balanceada a alimentação que garante o pleno desenvolvimento do indivíduo e evita doenças provocadas por carências, permitindo-lhe manter uma vida saudável. Para tanto, é necessário que contenha os nutrientes essenciais e na proporção certa para o indivíduo.

Uma alimentação equilibrada, portanto, deve incluir alimentos que forneçam carboidratos e lipídios (que garantem o suprimento de energia), proteínas (necessárias para o crescimento e o desenvolvimento do organismo), vitaminas e sais minerais (para sua conservação e bom funcionamento).

A alimentação balanceada caracteriza-se pela qualidade e não pela quantidade de alimentos.  

A dieta balanceada varia em composição e em valor calórico de acordo com a idade e o grau de atividade da pessoa. A boa nutrição consiste em combinar variedade e quantidade adequadas de alimentos à idade e ao grau de atividade física de cada um.

Embora os conhecimentos básicos e o bom-senso sejam suficientes para que uma pessoa saiba alimentar-se bem, nutricionistas e médicos são os profissionais mais capacitados para orientar a dieta de pessoas que estão muito acima ou muito abaixo da massa corporal, apresentando um possível indício de uma alimentação inadequada.

Pirâmide alimentar

Pirâmide alimentar é um guia para auxiliar a nos alimentar de forma balanceada.

Comer bem significa ingerir alimentos adequados nas quantidades necessárias.

Os princípios fundamentais da pirâmide alimentar são moderação e variedade para manter o equilíbrio energético.

A prática diária de exercícios físicos diminui os riscos de desenvolvermos doenças como: obesidade, diabetes, osteoporose e problemas do coração.

Fonte: GOWDAK & MARTINS. Ciências Natureza e Vida. São Paulo: Editora FTD, 2001.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.

 

domingo, 10 de março de 2013

Distúrbios alimentares


As pessoas que sofrem de distúrbios alimentares costumam comer demais, tomar laxantes ou enfrentar regimes rígidos para tentar lidar com sua insatisfação com o próprio peso.

As que têm anorexia perdem peso de forma deliberada até ficar perigosamente magras. 

As que têm bulimia comem ou lambiscam a toda hora e depois forçam o vômito ou tomam laxantes. Algumas pessoas têm bulimia e anorexia ao mesmo tempo.

A falta de alimento ou de uma dieta alimentar equilibrada ou balanceada pode determinar desnutrição e insuficiência alimentar.

A desnutrição caracteriza-se por atraso no crescimento e no ganho de massa corpórea, inchação, alterações psíquicas e motoras, apatia e emagrecimento. Entre as causas da desnutrição podemos citar a pobreza como a principal, seguida da ignorância (falta de conhecimento), dos tabus e dos maus hábitos alimentares.

As insuficiências alimentares, decorrentes de dietas desequilibradas, são responsáveis por inúmeros tipos de doença, dentre os quais podemos citar o bócio, a hipovitaminose A, a anemia e o raquitismo.

As doenças aparecem não por falta de alimentos, mas devido à ausência de uma dieta balanceada.

Obesidade

Nas últimas décadas a população brasileira está passando por mudanças de hábito que estão contribuindo para o aumento de doenças crônicas causadas pelo excesso de peso e obesidade, como hipertensão, diabetes, doenças coronarianas e alguns tipos de câncer.

Como a alimentação influencia todos os aspectos da vida de um indivíduo, aqueles que não se alimentam de forma adequada têm menor qualidade de vida.

Os hábitos de consumo são influenciados por inúmeros fatores, tais como gosto pessoal, classe econômica, influência de amigos, influência da mídia, rebeldia contra os controles exercidos pela família e busca de autonomia e identidade.

A obesidade é o acúmulo de gordura que aumenta o índice de massa corporal (IMC) para acima de 30. O excesso de peso exerce pressão sobre órgãos e articulações e predispõe o corpo a doenças mais graves.

O aumento na ingestão de fast-foods, o uso de escadas rolantes, elevadores, carros, aumento de atividades de lazer (como assistir TV, vídeo-game e internet), tem contribuído para o aumento de pessoas obesas. O sedentarismo e a dieta inadequada também.

A prevenção e o combate ao excesso de peso e obesidade exigem hábitos saudáveis e atividades físicas adequadas à faixa etária. O tratamento também incluem remédios, acupuntura e cirurgias.

Fonte: Abril Coleções: Terapias complementares / doenças e tratamentos. São Paulo: Editora Abril, 2008.

Fonte: Gowdak & Martins. Ciências Natureza e Vida. São Paulo: Editora FTD, 2001.

sábado, 9 de março de 2013

Calorias e conteúdo calórico dos alimentos



Os alimentos são constituídos por substâncias chamadas nutrientes.

Os nutrientes fornecem energia e desempenham funções diferentes dentro do nosso organismo.

A energia que se obtém dos alimentos é medida em calorias. No entanto, uma vez que uma caloria representa uma pequena quantidade de energia, o quilocaloria é a medida usada em análise nutricional. Uma quilocaloria (kcal) equivale a 1.000 calorias e é a quantidade de energia necessária para aquecer a temperatura de 1 quilograma de água a 1ºC. Mas o termo “caloria” é usado também como abreviação do quilocaloria.

Os alimentos atuam como combustíveis para nosso corpo. Precisam ser queimados para fornecer energia. Esse processo ocorre de forma gradual, dentro de nossas células. Essa queima recebe o nome de respiração celular. Os combustíveis dos automóveis fornecem quantidades diferentes de energia, assim como os alimentos.

Existem nutrientes mais energéticos do que outros.

O valor calórico de cada alimento depende de sua composição nutricional.

As gorduras possuem 9 kcal e as proteínas e os carboidratos possuem entre 4 e 5 kcal.

As fibras possuem entre 1,5 e 2,5 kcal.

A composição dos alimentos e a quantidade interferem na quantidade de energia.

O gasto energético depende da intensidade com que é realizado o exercício, da duração e do peso corporal da pessoa.

Fonte: Abril Coleções: Guia de alimentação saudável. São Paulo: Editora Abril, 2008.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Água


Os líquidos são essenciais para manter a vitalidade e a saúde. Em torno de 60% do corpo do homem e 50% do da mulher são constituídos de água. Cada uma das células precisa dela para funcionar adequadamente. O volume insuficiente de água pode resultar em cansaço, dores na cabeça, secura nos olhos ou na boca e dificuldade de concentração.

Recomenda-se, em média, oito copos de líquido por dia. Mas esse volume tem de ser aumentado em dias quentes ou em circunstâncias onde há aumento da transpiração, como a prática de esportes.

A ingestão abundante de água traz benefícios à saúde: previne contra pedras nos rins, prisão de ventre e reduz o risco de desenvolver câncer no intestino ou no sistema urinário.

Ela está presente em todas as funções físicas, como as digestivas, de absorção, circulação e excreção. Ela também controla a temperatura do corpo, previne a desidratação, ajuda a controlar o peso e a transportar com eficiência os nutrientes.

É importante tomar água antes e durante os exercícios para evitar a desidratação.

Optar por bebidas saudáveis (suco de fruta natural sem açúcar ou água) previne a obesidade e as deficiências nutricionais.

A dieta saudável e os exercícios regulares podem ser prejudicados se não houver água o bastante para ajudar a queimar as gorduras com eficiência, pois o organismo desidratado trabalha lentamente. Qualquer aumento no consumo de água, mineral ou filtrada, será benéfico para a saúde.

A água pode ser obtida pelos alimentos, sobretudo frutas e vegetais. A melancia, por exemplo, possui 90% de água. As saladas e verduras também podem satisfazer boa parte da demanda do líquido.

É mais saudável comer a fruta fresca do que beber o suco, pois ela mantém todas as vitaminas da polpa e da casca.

A água é eliminada através das fezes, urina, respiração, suor da pele, etc.

Fonte: ESTÉVEZ, Lorenzo Pousa. A Dieta Saudável. São Paulo: Ciranda Cultural, 2008.

Fonte: Abril Coleções: Guia de alimentação saudável. São Paulo: Editora Abril, 2008.