terça-feira, 3 de setembro de 2013

DSTs


Doenças Sexualmente Transmissíveis são as doenças que se transmitem por contato sexual. Podem ser por bactérias, fungos, vírus, parasitas ou protozoários.

Fatores de risco:
Nº de parceiros sexuais. Desconhecimento da doença e das formas de se evitar. Desconhecimento das consequências o que leva as pessoas a não se cuidarem. Vergonha ou medo de se buscar a cura ou de falar para alguém sobre o assunto. Atitude de negação. 

Atitude de desinteresse para com o próximo. Automedicação. Características da própria doença. O desaparecimento dos sintomas pode levar à crença da cura. Dificuldade de falar com o companheiro, com medo de perdê-lo.

Quando procurar o médico:
Quando sentir coceira, dor ou qualquer sensação estranha nos órgãos genitais, no reto ou no ânus. 

Se apresentar qualquer sintoma das DSTs ou encontrar bolhas em qualquer parte do corpo. Se houver secreção, corrimento ou mau cheiro nos órgãos genitais. Se o parceiro estiver contaminado com alguma DST. Se o parceiro estiver com AIDS.

Hábitos saudáveis:
Usar preservativo sempre. Usar proteção para sexo oral. Usar lubrificantes para evitar que o preservativo estoure. Descubra a história sexual do seu parceiro. Seja cauteloso durante o sexo anal. Quem toma pílula diminui a secreção vaginal, resultando em uma maior incidência de pequenas lesões, por isso deve usar sempre camisinha.

Cuidados com o preservativo:
Escolha um preservativo lubrificado ou aplique um lubrificante à base de água para não estragar o látex. Conserve as camisinhas em local fresco e seco. Não abra a embalagem com os dentes. Não use um preservativo que esteja grudento. Examine se não há pequenos furos na ponta antes de colocá-lo.

Como ocorre a infecção:
Uma DST entra em seu corpo por meio de lesões microscópicas na vagina, no ânus ou na boca. Dentro da corrente sanguínea, o vírus se une a um receptor celular. O vírus então se multiplica dentro da célula. A célula incha com os novos vírus e então os libera para infectar outras células.

Como diminuir os riscos de contaminação:
Lave os órgãos genitais com água e sabão de glicerina, ou próprio para as áreas sexuais. 


Se você beijou alguém com úlceras na boca, informe-se sobre um medicamento antiviral receitado pelo médico que ajuda a prevenir infecção. 

Pergunte ao seu parceiro se ele doou sangue recentemente, pois exames são feitos contra algumas DSTs. Peça ao seu médico para prescrever antibióticos para clamídia e gonorreia se você manifestar sintomas. Converse com seu médico sobre medicamentos retrovirais de HIV, para diminuir os riscos de infecção. Não faça duchas internas.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 9º Ano. São Paulo: Moderna, 2009.
Fonte: GEWANDSZNAJDER, Fernando. Ciências – Nosso Corpo – 8º Ano. São Paulo: Editora Ática, 2013.
Fonte: LINHARES & GEWANDSZNAJDER. Biologia Hoje – Volume 1. São Paulo: Editora Ática, 2010.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Métodos Contraceptivos Cirúrgicos


É uma cirurgia que se realiza no homem ou na mulher com a finalidade de evitar definitivamente uma gravidez, como a laqueadura nas mulheres e a vasectomia nos homens.

A esterilização é muito difícil de ser desfeita, por isso não é indicada para jovens e recomenda-se que as pessoas reflitam muito bem antes de se decidir por ela.

Laqueadura:
Realizada gratuitamente nos hospitais públicos. Na laqueadura tubária, as tubas uterinas são grampeadas com um clipe de metal para impedir que o óvulo vá para o útero e entre em contato com o espermatozoide. 

Pode ser feita com incisão no abdômen, na vagina ou com a técnica de laparoscopia (introdução de um tubo ótico perto do canal do umbigo). Elimina o risco de gravidez indesejada. Poucos efeitos colaterais. 

Difícil de reverter. Provoca cólicas e aumento do fluxo menstrual. Há risco de complicações no pós-operatório. Não protege contra DSTs. Indicada para mulheres que tenham filhos.

Vasectomia:
É uma cirurgia simples e, se corretamente realizada, não oferece riscos ao homem, que vai para casa logo depois. Na vasectomia, os ductos deferentes são cortados.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 9º Ano. São Paulo: Moderna, 2009.
Fonte: GEWANDSZNAJDER, Fernando. Ciências – Nosso Corpo – 8º Ano. São Paulo: Editora Ática, 2013.
Fonte: LINHARES & GEWANDSZNAJDER. Biologia Hoje – Volume 1. São Paulo: Editora Ática, 2010.


domingo, 1 de setembro de 2013

Métodos Contraceptivos Hormonais


São comprimidos, injeções ou implantes feitos com hormônios que alteram o ciclo menstrual.

Pílula combinada:
Distribuída gratuitamente nos postos de saúde e hospitais públicos. 

Libera dois hormônios sintéticos (estrógeno e progesterona) que inibem a ovulação e alteram o muco cervical, bloqueando a ação dos espermatozoides. Precisa ser tomada diariamente.

Regulariza o ciclo e diminui o fluxo menstrual. Melhora as cólicas. 

Não protege contra DSTs. Pode provocar aumento de peso, náuseas, cefaléia ou problemas de pele. É contra-indicada para mulheres cardíacas, hipertensas ou fumantes. É eficaz e de baixo risco.

Minipílula:
Distribuída gratuitamente nos postos de saúde e hospitais públicos. Libera só o hormônio sintético progesterona, que torna o muco cervical mais espesso, dificultando a entrada dos espermatozoides e impedindo a fecundação do óvulo. 

Deve ser tomada diariamente. É rápida e eficiente. Poucos efeitos colaterais. Indicada para mulheres em fase de amamentação ou com baixa tolerância ao estrógeno. Pode provocar enxaqueca, sensibilidade nos seios e depressão. Não protege contra DSTs. Usada por mulheres disciplinadas.

Pílula vaginal:
Combina estrógeno e progesterona. Usada por mulheres que sofrem com efeitos colaterais de contraceptivos orais. Por ser introduzida na vagina, não é metabolizada pelo fígado. Evita problemas gástricos, não interfere nas taxas de colesterol nem na coagulação do sangue.

Injeção de estrógeno e progesterona:
Distribuída gratuitamente nos postos de saúde e hospitais públicos. Uma combinação dos hormônios estrógeno e progesterona, alteram o muco cervical, para dificultar a passagem dos espermatozoides, e inibem a ovulação. Podem ser mensais ou trimestrais.

Se for aplicada no início do ciclo menstrual, sua ação é imediata. Em alguns casos, regulariza o ciclo, com alívio de cólicas. A fertilidade retorna cerca de dois meses após a interrupção do método. Não protege contra DSTs. Pode provocar náusea e aumento de peso. Para reaplicação, é preciso ir ao médico uma vez por mês (ou a cada três meses). Indicadas para mulheres não fumantes e não cardíacas.

Depo-provera:
Injeção do hormônio progesterona, que inibe a ovulação. Pode ser mensal ou trimestral.
É bastante eficaz. Se for aplicada no início do ciclo, seu efeito é imediato. Na maioria das mulheres, a menstruação só cessa totalmente após três ou quatro injeções trimestrais. 

Protege contra o câncer de endométrio e de ovário. Diminui os sintomas da TPM. Não protege contra DSTs. Podem acarretar irregularidades menstrual, ganho de peso, retenção de líquido, variação de colesterol e até mesmo depressão. A injeção com progesterona pode ser usada por mulheres que não conseguem se adaptar aos contraceptivos à base de estrógeno. 

Depois de interromper o uso, pode-se levar alguns meses para ter a fertilidade e a menstruação regularizadas. Por ser injetável, fica mais difícil controlar os efeitos colaterais. Indicadas para mulheres não fumantes e não cardíacas.

Implante subcutâneo:
Um microbastão implantado embaixo da pele, na região das nádegas, libera estrógeno e progesterona por seis ou doze meses, impedindo a ovulação. A maioria das mulheres param de menstruar. 

Protege contra o câncer ginecológico e a endometriose. Melhora os sintomas da TPM e a libido. A fertilidade volta de dois a três meses após a interrupção.
Não protege contra DSTs. Pode ser desconfortável e às vezes o ciclo torna-se irregular.
Há aumento da oleosidade da pele.

Implante (Norplant):
Seis cápsulas de silicone em formato de leque, são implantadas na parte inferior no braço. Durante cinco anos, elas liberam progesterona na corrente sanguínea e alteram o muco cervical impedindo a ação dos espermatozoides. 

Muito eficiente. Pode haver possíveis distúrbios menstruais. Aumento do fluxo menstrual e de peso. Dores de cabeça e perda da libido. Precisa ser colocado em clínicas especializadas. Não protege contra DSTs. Evita gravidez por cinco anos.

Pílula do dia seguinte:
Não é um método anticoncepcional. Mas se ingerida até 72 horas após uma relação sexual sem proteção, impede a implantação do ovo. Quanto mais cedo for usada, maior sua eficácia. Pode causar náusea, vômito, tontura e dor abdominal. Não protege contra DSTs.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 9º Ano. São Paulo: Moderna, 2009.
Fonte: GEWANDSZNAJDER, Fernando. Ciências – Nosso Corpo – 8º Ano. São Paulo: Editora Ática, 2013.
Fonte: LINHARES & GEWANDSZNAJDER. Biologia Hoje – Volume 1. São Paulo: Editora Ática, 2010.


sábado, 31 de agosto de 2013

Métodos Contraceptivos de Barreira


São produtos ou instrumentos que impedem a fertilização por evitar que os espermatozoides cheguem à tuba uterina.


Camisinha:
Distribuída gratuitamente nos postos de saúde e hospitais públicos. Cobre o pênis e guarda o sêmen, evitando que ele entre em contato com a vagina. Deve ser colocada antes da penetração e retirada logo após a ejaculação. Pode ser usada com espermicida.

Protege contra as DSTs, inclusive a Aids. Pode romper se não for bem colocada.
Contraceptivo barato e portátil. Ideal para relacionamentos esporádicos ou casais que estão começando a vida sexual.

Camisinha feminina (Femidon):
É uma espécie de saco plástico lubrificado para ser inserido dentro da vagina. Não precisa de receita médica. Protege contra DSTs. Não é confortável. 

A colocação é demorada e muito difícil, tornando o produto ineficiente. A mulher precisa checar a posição do anel exterior durante o sexo. Indicado para mulheres na menopausa e com pouca lubrificação vaginal.

Diafragma:
Distribuída gratuitamente nos postos de saúde e hospitais públicos. Espécie de capa de borracha que é colocada no fundo da vagina uma ou duas horas antes do sexo. Deve ser usado com espermicida e retirado doze horas após a relação. 

Deve ter a medida correta do colo do útero indicado pelo ginecologista. Não interfere no processo hormonal. Evita possíveis lesões no colo do útero e diminui a incidência de doenças no local. É reutilizável e bastante durável. Pode ser usado por mulheres fumantes ou cardíacas.

Aumenta o risco de infecções urinárias. Quando a mulher engorda mais de 10 quilos ou após a gravidez, precisa ser trocado. 

É necessário orientação médica.

Dispositivo Intra-Uterino (DIU):
Distribuída gratuitamente nos postos de saúde e hospitais públicos. 

Objeto de plástico revestido de cobre. Tem formas de T, 7, e coqueiro murcho. O cobre libera substâncias que funcionam como espermicidas, alteram o muco cervical e impedem a fecundação do óvulo. Pode ficar no útero de três a dez anos. É bastante eficaz e tem longa duração.

Pode ser usado por mulheres que nunca tiveram filhos, sem complicações futuras. O processo de adaptação no útero virgem é mais demorado, porque o órgão é menor. Aumenta o fluxo menstrual e o risco de contrair DSTs. Pode provocar cólicas agudas e indisposições. Se não for bem colocado pelo médico, pode ser expelido acidentalmente. Pede supervisão a cada seis meses. Indicado para mulheres com comportamento sexual estável.

Espermicida:

Deve ser usado com camisinha ou diafragma. Na forma de gel ou pomada, ele mata os espermatozoides impedindo a fecundação do óvulo. Não precisa de receita médica.

Lubrifica a vagina, porém, pode causar ardor ou coceira. Provoca alterações na flora vaginal, podendo aumentar o risco de infecções urinárias. Com camisinha, pode ser usado a partir dos 20 anos e com diafragma, o ideal é entre 30 e 40 anos.

Cervical Cap:
É parecido com o diafragma. Cobre o colo do útero e impede a ação dos espermatozoides. Pode ser retirado até 48 horas após a relação. Protege contra inflamações pélvicas e DSTs. Pode permanecer mais tempo no organismo. Difícil de ser colocado. 

Quando usado com espermicida, pode causar coceira e irritação. Pede receita médica. Indicada para quem tem vida sexual organizada.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 9º Ano. São Paulo: Moderna, 2009.
Fonte: GEWANDSZNAJDER, Fernando. Ciências – Nosso Corpo – 8º Ano. São Paulo: Editora Ática, 2013.
Fonte: LINHARES & GEWANDSZNAJDER. Biologia Hoje – Volume 1. São Paulo: Editora Ática, 2010.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Métodos Contraceptivos Comportamentais


Contracepção é a prevenção deliberada da gravidez. 

A maneira mais óbvia e mais segura de prevenir a gravidez é a abstinência de relações sexuais, pelo menos durante o período fértil da mulher, isto é, em que existe a possibilidade de haver ovulação.

Os métodos comportamentais exigem práticas que dependem da observação do próprio corpo, como tabelinha, temperatura e muco.

Coito (ato sexual) interrompido:
É quando o homem retira o pênis da vagina pouco antes de ejacular. Esse método não é seguro, pois algumas gotas de sêmen podem ser liberadas antes da ejaculação. 

Além disso, se o homem esperar “um segundinho” a mais, a ejaculação pode iniciar-se na vagina.

Tabelinha:
Nesse método, a mulher calcula a data provável da ovulação e o casal não tem relações sexuais nessa data, nem, aproximadamente, 7 dias antes e 7 dias depois da ovulação. O método não funciona bem com mulheres cujo ciclo menstrual é irregular. 

Mesmo nas que possuem o ciclo regular, pode eventualmente ocorrer ovulação fora da data prevista. Não protege contra DSTs. Em geral, a libido aumenta no período fértil, justamente quando é preciso evitar o sexo. Raramente, algumas mulheres engravidam em qualquer dia do ciclo.

Persona Monitor:
Esse aparelho substitui a velha tabelinha. É só assinalar o 1º dia da menstruação e ele faz o resto. Acende uma luz verde quando não há risco, vermelha quando sua fertilidade está acentuada e amarela quando há uma dúvida no ar.

Previsões são válidas para 24 horas. É um método natural fácil de usar e pode ser acionado a qualquer momento. Não protege contra DSTs. Nos dias em que as luzes amarela e vermelha acendem, você precisa usar um método anticonceptivo de barreira (camisinha, diafragma...). Indicado para mulheres com ciclo menstrual regulado.

Fonte: AMABIS & MARTHO. Biologia dos organismos. São Paulo: Editora Moderna, 2010.
Fonte: CANTO, Eduardo Leite do. Ciências Naturais: Aprendendo com o cotidiano – 9º Ano. São Paulo: Moderna, 2009.
Fonte: GEWANDSZNAJDER, Fernando. Ciências – Nosso Corpo – 8º Ano. São Paulo: Editora Ática, 2013.
Fonte: LINHARES & GEWANDSZNAJDER. Biologia Hoje – Volume 1. São Paulo: Editora Ática, 2010.